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Terreiros manifestam repúdio a sequestro de Noah no sul da Bahia

 

Foto: reprodução/magnific

Terreiros de candomblé do sul e do sudoeste publicaram notas repudiando o sequestro do menino Noah, de 11 meses, após associação do crime à religião de matriz africana. O caso ganhou notoriedade estadual após o bebê ter sido raptado no município de Ponto do Astério, em Firmino Alves. Dois suspeitos foram presos noite de quarta-feira (14), em Ibicuí. A criança foi encontrada na manhã do mesmo dia em uma barraca de praia na zona sul de Ilhéus.

Manifestações ocorrem após algumas pessoas associarem a religião ao crime cometido contra Noah por um dos suspeitos ser pai de santo – informação confirmada por fontes do bahia.ba. Além disso o pai da criança relatou a suspeita de que a vítima seria usada para um ritual do que ele chamou de “magia negra”.

Casas de religião de matriz africana repudiam sequestro de Noah (Foto: reprodução/redes sociais)

As casas manifestaram solidariedade à família do bebê de 11 meses e disseram ser contra o uso das religiões de matriz africana para práticas criminosas.

“Não admitimos que a fé, os símbolos ou as tradições das religiões de matriz africana sejam utilizadas para justificar, encobrir ou associar a nossa religiosidade a práticas criminosas. A responsabilidade por um crime é de quem comete, e nenhuma crença pode servir de justificativa para a violência ou para violação dos direitos de uma criança”, publicou o Terreiro Yá Ori, Ilhéus, cidade onde a criança foi encontrada.

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