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Disco de vinil voltou! E agora para ficar, com vendas superiores ao CD

 

No primeiro semestre deste ano, as vendas de LPs (os saudosos bolachões) ultrapassaram os de (também já antigos) CDs, algo que não acontecia nos Estados Unidos desde 1986, constatou a norte-americana  RIAA (Recording Industry Association).

No mesmo período, que também foi acompanhado pela pandemia de covid-19, a indústria da música nos EUA encolheu 6% em todo o mercado. Mas o índice não foi suficiente para derrubar o montante de US$ 230 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhões) de vendas dos vinis. Já os CDs perderam 48% da receita, beirando os US$ 129 milhões (R$ 722 milhões)nos primeiros seis meses do ano.

 

Para quem gosta do vinil, o sucesso não é surpresa. Proprietário da vinilateria Mystery, em Presidente Prudente (SP), Eugênio Balan, 67 anos, é comerciante, colecionador e dono de mais de 8 mil exemplares. Ele conta que a pandemia não atrapalhou o fluxo dos negócios.

“O pessoal tem visitado mais as plataformas virtuais e as vendas aqui na vinilateria melhoraram muito. Agora conseguimos vender para o Brasil todo. Temos compradores do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Brasília e Paraná”, conta Eugênio ao explicar que a migração para as redes sociais conseguiu diversificar o negócio.

“Eu nunca deixei de achar que o real documento musical é o vinil. Pelos dados, sabemos que ele possui o tamanho ideal para fazer a leitura das faixas, o encarte com a história completa de como, quem e onde gravou o exemplar”, afirma o colecionador, que começou o negócio de discos quando ainda era um adolescente, em 1972.

Já para a estudante de relações internacionais Isabela Lima, 24 anos, a história com os vinis é um pouco mais recente. Ela conta que o primeiro vinil que se lembra quando criança era o álbum favorito do seu pai, o “In Through The Out Door”, do Led Zeppelin.

De lá para cá, a estudante fez seu próprio acervo depois de comprar seu primeiro vinil aos 18 anos. “Acho diferente a experiência de comprar um álbum e ouvir tudo o que tem nele. Agora crio minhas próprias memórias de consumo, como meu pai, e acho que os discos ficam mais especiais. Eu coloco o vinil e tenho o meu momento”, conta a estudante, que adora garimpar os exemplares.

 

 

 

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